Por que precisamos repensar a vacância no Brasil

Andando por ruas da cidade de São Paulo, os sinais de lojas fechadas são muitos e é difícil passar despercebido por eles. Na última década, milhares de pequenos varejistas fecharam suas portas para abrir caminho aos gigantes do varejo, mas a crise geral no país prejudicou muitos bairros da capital, empurrando até as grandes cadeias de lojas para fora. O efeito? Um aumento da vacância que está levando as imobiliárias, corretores e proprietários a repensarem o modo como ocupam seus espaços nesse novo cenário.

Dessa forma, os bairros precisam retornar à sua atração original de reunir as pessoas por meio de lojas e espaços ativos. Se os locadores pensarem sobre isso do ponto de vista estratégico, preencher imóveis vagos não apenas beneficiará bairros e varejistas, mas também seus negócios.

loja vazia
Foto: Shutterstock

A necessidade de manter os espaços vagos ativos

Um espaço vazio é o melhor ativo e o maior canal de marketing do corretor de imóveis e do proprietário. A maneira mais viável (e lucrativa) de promover um espaço para aluguel é, na verdade, mostrá-lo enquanto ele está girando. Desta forma, locatários em potencial podem ver seu uso em vez de um espaço vazio e o valor do entorno também pode aumentar. Através de eventos de curto prazo e lojas temporárias (pop-up stores), esses locais ganham vida de uma maneira muito mais direta e versátil do que um anúncio estático.

Além disso, com a ajuda de plataformas como a POPSPACES, cadastrar esses espaços para locação de curto prazo produzirá resultados muito mais eficientes (e fluxo de caixa). Outro fator é que a falta de lojas abertas nos bairros diminui o valor das propriedades, o que gera um efeito de menor circulação de pessoas e ainda mais vacância. Ao manter sua vitrine ativa, mesmo através de um compromisso de curto prazo, a área ao redor (e aluguéis) também será beneficiada.

lojas alugadas
Foto: Banco de Imagens

Ter uma mentalidade flexível e inovadora

Como mais e mais varejistas estão se voltando para lojas temporárias (pop-up stores), os corretores de imóveis e proprietários também precisam pensar sobre a nova mentalidade do consumidor. Agora interessados ​​em “experiências”, os compradores estão migrando para as lojas para interagir com os produtos e se beneficiar de pontos de venda mais do que nunca. Ao trabalhar com esses varejistas, os locadores devem estar abertos a negociações para manter um fluxo saudável de transações.

Negociar coisas como concessões e a capacidade de flexibilizar locações garantirá um melhor relacionamento com o locatário, uma oportunidade melhor para aluguéis de curto prazo se tornarem de longo prazo; e também garantirá que a propriedade ainda ganhe dinheiro, mesmo que os locadores estejam procurando por locatários de longo prazo no futuro.

Preencher um espaço vazio a curto prazo pode gerar interesses futuros (e receita)

Há apenas uma década, os proprietários não tinham como gerar rentabilidade e precisavam esperar pelo próximo locatário. Ao repensar um local vazio como um espaço para uma loja, evento ou ativação temporários, os  proprietários e corretores podem ver todos os locatários de curto prazo como possíveis clientes de longo prazo. Ao ativar com marcas e varejistas, o potencial de interessados e, portanto, de gerar receita, se torna promissor.

loja locação de curto prazo
Foto: Shutterstock

Usando a tecnologia para ativar o espaço comercial vazio

O espaço não utilizado é um recurso desperdiçado. Portas fechadas espalhadas pela cidade estão afetando os bairros do ponto de vista da comunidade e da segurança. Por isso, a ativação desses locais afetará o futuro dessas ruas, criando bairros prósperos, nova vida e benefícios econômicos por toda parte.

A utilização de plataformas como a POPSPACES, que visa repensar o processo de locação, pode trazer a receita certa para o corretor de imóveis e para o proprietário, dando a eles uma maneira prática e fácil de gerir seus espaços, preenchendo-os ativamente ao mesmo tempo.  Com esse controle, todos se beneficiam de uma infinidade de marcas interessadas ​​em ter um espaço temporário (popup). Os bairros, de quebra, voltam a valorizar. E a cidade agradece.

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