A loja vazia que atraiu milhares de visitantes em Amsterdã

Uma estratégia para chamar atenção de novos locatários. Por que não?

Para o ator e performer Thomas Spijkerman,  uma loja pop-up inteiramente vazia em uma movimentada rua de Amsterdã não foi algo difícil. Sua intenção? Vender o espaço vazio a todos os visitantes e pedestres durante os horários de funcionamento da sua loja.

Usando essa butique pop-up vazia como seu palco, Spijkerman apareceu por uma semana, o que lhe deu tempo suficiente para testar e aprender com esse projeto criado inteiramente por ele.

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A ideia e reações dos visitantes

Não é um projeto de arte mas sim uma tentativa sincera de vender o vazio e encontrar o valor no vazio, segundo Spijkerman.

Enquanto muitas pessoas que entraram no espaço queriam falar de negócios, ou discutir como ele poderia melhorar a loja e o conceito para ganhar mais dinheiro, Spijkerman permaneceu no, o que ele chama de “zero”.

Para Spijkerman, a sociedade vive em uma época em que tudo tem que ter uma determinada meta, propósito ou destino. Apenas estar em algum tipo de espaço sem objetivo, e um lugar onde apenas estar lá e ter contato com a pessoa que vende o conceito, é uma coisa interessante de se experimentar.

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 O espaço

O espaço em si era perfeito para ele – em um ótimo local bem ao lado da rua mais cara de Amsterdã. Com o pé direito alto e as paredes todas brancas, ele também optou por só trabalhar com as cores preto e branco no local.

Quanto à região escolhida, Spijkerman queria provocar o entorno por causa dos grandes nomes do varejo que cercavam a loja. Sua intenção foi realmente perturbar o dia-a-dia das pessoas e passar o conceito de vazio em uma área movimentada que tinha uma relação comercial com as coisas.

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A experiência

Todos podiam experimentar algo na loja, pois havia algum tipo de vazio esperando por eles.

Mas enquanto algumas pessoas estavam visivelmente agitadas, querendo saber exatamente o que o conceito era e o que poderia trazê-lo, Spijkerman manteve-se focado em sua parte no trato.

E quem quisesse, podia comprar o vazio. Tudo dependia de como cada um iria encará-lo e se relacionar com ele. Por isso, foi uma experiência sob medida na cabeça da pessoa.

Uma performance? Sim. Uma reflexão? Também. E a ideia era exatamente essa.

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Os próximos passos

Spijkerman quer fazer disso uma corrente. O sonho dele é ter uma cadeia de lojas vazias ao redor do mundo, não apenas nas grandes cidades; mas também em pequenas vilas.

As pessoas têm suas próprias ideias e sentimentos sobre o vazio, e Spijkerman espera espalhar esse conceito pelo mundo.

Leia também: Dicas infalíveis para deixar um espaço vazio mais atraente

Mas o que tirar de uma ideia como essa?

Aparentemente apenas uma performance teatral, mas por que não inspiração para chamar atenção para um espaço vazio? Já imaginou uma ação como essa para atrair locatários? Assim como uma loja temporária, pensar em estratégias disruptivas para que o resultado seja nada menos que novas propostas de locação é uma sacada e tanto! E com certeza, fará do espaço palco para muitas ideias.

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*Texto originalmente escrito por Arielle Crane da The Storefront e traduzido e adaptado por Naila Broisler da POPSPACES.

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